Associação Médica emite alerta sobre situação da pandemia em Londrina

Município pede que os médicos compartilhem a situação em Londrina, além de reforçar o isolamento social e as medidas de prevenção.

Foto: Reprodução

A Associação Médica de Londrina (AML) divulgou neste domingo (13), um alerta sobre a situação do coronavírus na cidade. De acordo com o comunicado, o município está vivendo o pior momento desde o início da pandemia.

O texto destaca “o alerta vermelho para a pandemia em Londrina”, e pede que os médicos divulguem e “multipliquem” para a comunidade local, a situação de alerta gerada pelo avanço da covid-19.

A AML também solicita que os profissionais compartilhem as “avaliações e ponderações” feitas pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COESP), grupo criado pela prefeitura para a condução da crise sanitária, e que vem alertando sobre a piora da doença na cidade. A entidade afirma que Londrina vive um “período crítico” e ressalta a “importância em respeitar as medidas sanitárias municipais que visam manter as condições para internamentos”.

Leia o documento na íntegra:

O alerta vermelho para a pandemia em Londrina

AML solicita o apoio de médicos associados para que compartilhem com familiares, conhecidos, pacientes e a comunidade em geral, informações e dados da Secretaria Municipal da Saúde, assim como avaliações e ponderações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (Coesp, órgão do qual a Associação Médica participa), sobre o período crítico da pandemia na cidade e a importância em respeitar as medidas sanitárias municipais que visam manter as condições para internamentos (em número de profissionais e de leitos disponíveis para atendimentos), e que também buscam inibir aglomerações e o aumento do contágio principalmente na faixa etária que apresenta, desde o início, o maior número de contaminados – pessoas com idade entre 20 e 39 anos, que representam 43% da população de infectados em Londrina (*SMS-12/09).

Neste último sábado, 12 de setembro, o Paraná completou seis meses do registro dos primeiros seis casos de Covid-19 no estado, somando, no período, um total de 151.293 pessoas infectadas e 3.761 mortos em consequência da doença (*Sesa-12/09). Dois dias antes (na quinta de 10/09), o centro de operações criado pela Secretaria Municipal da Saúde para avaliar a evolução da doença em Londrina (o Coesp), analisava o cenário municipal com os dados relativos à 36ª semana epidemiológica na cidade que, nesta próxima sexta, 18 de setembro, ao entrar em sua 38ª semana desta pandemia viral também completará seis meses do primeiro caso de Covid-19 confirmado em Londrina – exatos 185 dias, quando computado que os meses de março, maio, julho e agosto têm 31 dias.

Mesmo considerando-se que a evolução vertiginosa em Londrina ocorreu a partir de meados de julho com acentuação no final de agosto, que as medidas sanitárias municipais foram adotadas desde o início do período pandêmico, que é alto o coeficiente de pacientes curados quando comparado ao número de infectados (em torno de 91%), e que houve ampliação no número de leitos específicos para atendimento a pacientes Covid-19 de Londrina e das outras 20 cidades da 17ª Regional de Saúde, é notório que o mês de setembro já pode ser apontado como sendo o pior para a saúde da cidade quando observado: o recorde no registro diário de novas confirmações (210 entre dias 11 e 12/09), o número elevado de casos ativos (855 em 7/09) e no de pessoas em isolamento domiciliar (360 em 10/09), o dígito para o número de londrinenses aguardando resultado de exames (491 em 5/09) e o significativo aumento no número de internações em leitos de UTI e de enfermaria em hospitais da rede pública e privada da cidade (101 internados em 3/09), assim como na taxa de ocupação hospitalar que, em 8 de setembro, chegou a 91% (*Apontamentos do Coesp em 10/09).

“Por isso, nesta última reunião do Coesp, o entendimento dos profissionais representantes das diversas instituições de saúde e de pesquisas da cidade foi de que o cenário epidemiológico em Londrina é de crescimento”, comenta a presidente da AML, Beatriz Tamura. A médica que representa a Associação neste órgão consultivo e de orientação ao executivo municipal frente à pandemia Covid-19, completa: “Também foi sugerido por alguns membros que cada representante destas instituições colaborativas do Coesp iria buscar mecanismos de propagar com maior ênfase essas informações relevantes, para que a sociedade de modo geral possa estar ainda mais atenta ao que estes números e percentuais significam para a saúde de toda a comunidade londrinense, assim como a dos municípios vizinhos.

Pela mesma razão, estamos solicitando aos nossos médicos e acadêmicos associados que multipliquem esses dados fidedignos, e chamem a atenção para a importância das medidas sanitárias e para a indicação de enrijecimento do poder público quanto às medidas não farmacológicas. Pedimos que, a exemplo do que já fazem algumas dezenas de associados AML, os demais também ampliem a divulgação deste alerta para esse momento bastante crítico em suas listas particulares de distribuição via whats, instragam e facebook”, enfatiza Beatriz Tamura.

Em relação à última reunião do Coesp, a presidente da AML cita ainda que na 36ª semana epidemiológica (1 a 7/09), a cidade recuou ainda mais no índice de isolamento social (35%) e que é de extrema importância a leitura da população em geral para a faixa etária que, desde o início da pandemia, mantém o maior número de casos confirmados. “São jovens e adultos entre 20 e 39 anos, representando quase a metade de toda a população de infectados até o momento: 43% dos 7.829 casos diagnosticados até sábado (12/09), conforme divulgado pela SMS de Londrina em seu boletim diário.

Redação Tem



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