CPI vai investigar suspeita de corrupção do governo na compra da Covaxin

Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A CPI da Covid investigará a suspeita de corrupção em compra superfaturada da vacina Covaxin, da Índia, pelo governo Bolsonaro. Nesta quarta-feira (23) foram aprovados requerimentos com desdobramentos sobre o assunto.

Luís Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, será convocado para explicar a pressão que diz ter sofrido para liberar a importação da vacina Covaxin.

A vacina foi comprada com valor 1000% superior ao oferecido, mesmo sem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No caso dos imunizantes da Pfizer e Coronavac, por exemplo, o governo demorou para responder e-mails e ignorou ofertas com descontos de até 50%.

O depoimento do servidor acontecerá na próxima sexta-feira (25). Ele será ouvido junto do irmão, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), que pediu aos senadores para estar presente na CPI na ocasião. O deputado afirma ter alertado o presidente Jair Bolsonaro sobre as irregularidades na negociação com a Covaxin.

A CPI também aprovou a convocação do tenente-coronal Alex Lial Marinho, braço direito do ex-ministro Eduardo Pazuello. Ele teria sido um dos pressionadores para a compra da Covaxin. As quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático dele também foram aprovadas.

A compra do imunizante indiano entrou no radar da CPI por compra de dose a R$ 80, a mais cara de todas as vacinas adquiridas pelo Brasil, com suspeita de caso de corrupção.

Redação Tem



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