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Professores da UEL aprovam paralisação por reposição salarial de 52%

Assembleia ainda aprovou indicativo de greve.

Imagem: Divulgação/Sindprol

Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovaram, em assembleia nesta quarta-feira (25), a paralisação das atividades no dia 17 de março e o indicativo de greve da categoria. A decisão foi unânime e integra o calendário de mobilização da campanha salarial.

A assembleia também definiu a convocação de uma nova reunião no dia 19 de março, quando os docentes irão avaliar o cenário político e as respostas do governo estadual para deliberar sobre a deflagração ou não da greve.

Entre as resoluções aprovadas estão a reivindicação de reposição salarial integral de 52,18% — percentual que corresponde às perdas inflacionárias acumuladas na última década — e o protocolo de pedido formal de recomposição junto à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti). A categoria também decidiu intensificar a campanha de mobilização, ampliando o diálogo com a comunidade universitária e promovendo ações de esclarecimento à sociedade.

Defasagem acumulada

Segundo os docentes, de janeiro de 2017 a abril de 2026 a defasagem salarial deve atingir 52,18%. A categoria argumenta que, nos últimos dez anos, não houve recomposição integral das perdas inflacionárias, o que resultou em significativa redução do poder de compra.

Diante da ausência de uma mesa permanente de negociação e de sinalização concreta por parte do governo estadual, os participantes da assembleia avaliaram que a intensificação da mobilização pode ser o caminho para garantir a valorização da carreira docente e do ensino superior público estadual.

A assembleia reforçou a unidade da categoria na defesa da recomposição salarial integral e da valorização das universidades públicas do Paraná.

Redação Tem Londrina


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