Eleições 2020: conheça as propostas de Barbosa Neto para Londrina

Barbosa Neto responde as perguntas do TEM.

Foto: Reprodução/Assessoria

Portal Tem Londrina iniciou, nesta segunda-feira (26), a publicação das entrevistas com os candidatos a prefeito da cidade. Desta vez, quem responde as perguntas da equipe TEM é Barbosa Neto (PDT). O candidato compõe chapa tendo como vice Inez Stadler. Leia a entrevista:

Como o senhor avalia as medidas adotadas para conter o avanço da dengue e do coronavírus na cidade? Caso discorde, o que o senhor faria diferente?

Quando eu assumi a prefeitura, a cidade já enfrentava uma epidemia de dengue naquela época. Nós tiramos aquele serviço terceirizado e fizemos um trabalho de ação contundente, para estancar naquele momento a epidemia, contratando os agentes de endemias, junto com os agentes comunitários de saúde. Fizemos um trabalho que acabou virando referência, o Ministério da Saúde veio a Londrina buscar o protocolo que foi adotado aqui, para combater a dengue no país inteiro. Mas não se pode atacar a dengue só em um período. Ela tem que ser constantemente vigiada, foi o que nós fizemos com o Bota Fora, com a Troca de Lixo Reciclável por um quilo de Alimento Orgânico. Fazíamos isso nos bairros, e uma manutenção e vigilância constantes para não deixar a cidade procriar os mosquitos Aedes Aegypti.

Também uma outra ação importante, que nós fizemos, foi no sentido de criação da Guarda Municipal, que hoje trabalha como um agente ambiental. Só que nessa administração o prefeito fez errado, fechou a cidade cedo demais, depois fechou tarde demais.

Ele perdeu o tom, e o pior, com crueldade. Mandou fechar estabelecimentos comerciais, multar em 10 mil reais aqueles que tinham apenas o direito de continuar trabalhando para sustentar as suas famílias e pagar os seus impostos.

Foi uma estratégia horrível adotada pelo prefeito, tanto é verdade que o índice de letalidade da pandemia em Londrina é o pior do sul do Brasil, além de ser a capital da dengue, Londrina também enfrenta este título de, do sul do Brasil, ser a cidade que mais morreu gente proporcionalmente pela covid 19. Tem muita coisa errada aí!!

Reajuste do IPTU: Qual a sua opinião sobre como foi feito o último reajuste? E, caso seja eleito, como esse assunto será tratado em seu governo?

O prefeito aumentou o IPTU da cidade inteira, menos o do condomínio dele onde por 16 anos só era recolhida a taxa de lixo. Condomínio de luxo em Londrina.

Nós não vamos aumentar um único centavo de imposto no IPTU, a alíquota vai permanecer em 0,6%, para os imóveis com construção e os terrenos não edificáveis, alíquota congelada em 1.8%.

Aquele que promete devolver o dinheiro do valor do IPTU, mente! Porque existe lei de responsabilidade fiscal, não é numa canetada que pode se reverter essa situação.

O Prefeito mentiu porque disse que iria colocar o dinheiro na Caapsml, e o dinheiro do IPTU não foi para Caapsml e nem para as obras, ou apenas 8% desses recursos foram para as obras, que acabaram sendo financiadas e vão prejudicar demais a saúde financeira da prefeitura para os próximos anos.

 Qual a sua proposta para a população em situação de rua em nossa cidade?

O morador em situação de rua é a expressão mais evidente da desigualdade social que só cresce em nossa cidade. Ele não tem casa, ele não tem família, ele não tem futuro. Ele expõe o drama permanente da pobreza e a degradação do ambiente urbano. É a banalização da miséria.

Para enfrentar o problema é preciso que o prefeito tenha sensibilidade, coloque o ser humano no centro das preocupações. É importante cultivar a caridade e a solidariedade.  

Mas é preciso ser firme. Londrina é referência em assistência social e temos que coordenar melhor toda a rede de proteção social já instalada. A solução do problema envolve governo, sociedade civil e igrejas, ministério público e comunidades terapêuticas.

Vamos promover políticas integradas, buscar parcerias público privadas e utilizar os projetos socioculturais, a cultura e o esporte como alternativa de ocupação e porta de saída para a reinserção na sociedade.

 Qual a sua opinião sobre a lei municipal que ficou conhecida como “Lei Seca”?

A sanha arrecadatória dessa atual administração, que culpa só pelo fato de viver na cidade, como foi o aumento abusivo do IPTU, precisa ter um fim. Acho que colocar a mão no bolso das pessoas o tempo todo, neste período de pós pandemia, é uma crueldade, e isso a gente não vai fazer na nossa administração. Essa questão da “Lei Seca” precisa ser bem avaliada para realmente fazer um levantamento e identificar se realmente está havendo a fiscalização, porque eu vejo que isso não acontece. Não adianta você fazer uma lei se não tiver condições de cumprir essa lei, e para cumprir a lei, há a necessidade de fazer uma grande fiscalização, coisa que é impossível, praticamente, você fazer esse levantamento na cidade toda com o número de fiscais, e o número de guardas municipais que nós disponibilizamos.

Nós vamos fazer diferente, com o sistema de monitoramento de câmeras com a inteligência artificial, utilizando até a rede privada, integrada numa sala de situação, nós poderemos fazer uma fiscalização ainda maior, e trabalhar até num sentido educativo, com ferramentas que já existem em outros países do mundo.

O senhor usaria o transporte coletivo em Londrina? Qual a sua proposta para melhorar o serviço?

No mundo inteiro, o transporte coletivo é a solução para o transporte de uma cidade grande como a nossa cidade. Não podemos permitir que haja cada vez mais o incentivo a individualização do transporte, isso polui, isso acarreta sérios problemas para a manutenção da malha viária. E, nós vamos voltar a investir na humanização do trânsito em Londrina, com ampliação de ciclo vias, com a campanha pé na faixa, sendo também divulgada com os meios de comunicação, como era na nossa época – e fomos nós que criamos a campanha pé na faixa.

Com a humanização do trânsito, o respeito primeiramente para os pedestres, posteriormente para os ciclistas, e o transporte coletivo que nós vamos investir pesado com canaletas, faixas exclusivas para ônibus. E, mais investimento também nos pontos de ônibus, com bancos confortáveis.

Vamos incentivar de todas as maneiras para que as pessoas utilizem mais os ônibus e menos o transporte individual.

Como o senhor pretende desenvolver a questão da geração de emprego e renda caso seja eleito?

Londrina, trigésima oitava cidade em população, na nossa época foi a décima quinta do país que mais gerava empregos.

Com medidas de desburocratização, nós vamos destravar a emissão de alvarás que você vê pelo portal da prefeitura uma coisa, mas na realidade é bem diferente, bem moroso e muito burocrático abrir uma empresa. Nós vamos criar uma única estrutura, uma porta de entrada, onde a pessoa vai fazer ali a emissão dos documentos para que a sua empresa seja aberta.

Nós vamos inverter a lógica, a prefeitura é que vai dar um prazo para que o próprio interessado, em abrir a sua empresa, faça a emissão desses documentos. Para evitar esse a morosidade de meses para abrir a sua indústria.

Vamos atrair investimentos estrangeiros e de outras regiões do país, numa articulação com o governo do estado, para Londrina deixar de perder empregos, como fez agora na pandemia, cidade que mais perdeu emprego na região metropolitana.

As indústrias estão indo embora para Cambé, para Rolândia, para Ibiporã. Isso não pode continuar a estar acontecendo, nós vamos voltar a ser a capital da geração de empregos no interior do paraná. Infelizmente, Londrina perdeu para Ponta Grossa, para Cascavel, e vamos incentivar através de parceria com o Sebrae, como já foi feito na nossa administração. Os micro empreendedores individuais, vamos facilitar esse sistema dentro da prefeitura, onde o empresário vai ser bem tratado, e haverá respeito por ele e geração de empregos para todos.

Caso seja eleito, qual importância a Lei de Acesso à Informação e a Transparência terão no seu governo?

Fomos pioneiros nessa área dentro da prefeitura. Esse trabalho começou conosco em 2009, havia total transparência com a divulgação dos salários, na internet, de todos os cargos comissionados, além das informações básicas que foram sendo acrescentadas ao longo dos anos. Também inovamos com câmeras instaladas dentro da sala de licitação, para que houvesse transparência.

Presenciais, e agora cada vez mais difícil. Mas os pregões tinham as câmeras que mostravam realmente tudo que estava acontecendo. Evitando qualquer tipo de fraude na licitação. Esse é um caminho sem volta, transparência precisa ser como todos os dias a gente faz – tomar água tem que ser a mesma coisa – ou seja, nós precisamos alimentar a prefeitura como todos os dados. Se possível pela internet, é o que o mundo inteiro faz, e é assim que vai ser também na nossa administração.

Redação Tem



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