- Jornalismo
- 27 de fevereiro de 2026
Londrina: lei transfóbica é barrada por liminar e atleta Tiffany entra em quadra
Jogadora trans poderá atuar na Copa Brasil de vôlei que acontece no Ginásio Moringão.

A Prefeitura de Londrina informou que não irá impedir a realização da Copa Brasil Feminina de Vôlei no município e seguirá a liminar judicial que garante a realização do evento que inicia nesta sexta-feira (27).
Desde ontem (26), um requerimento aprovado por 12 vereadores tentava impedir a realização do evento em razão da participação da jogadora Tiffany Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, que é transgênero.
Os parlamentares cobravam a aplicação de uma lei local de caráter transfóbica e considerada inconstitucional, para barrar atletas cujo gênero esteja em desacordo com o sexo biológico de nascimento.
A legislação mencionada pelos vereadores tem sido alvo de críticas por conta da redação considerada ampla e controversa. Especialistas apontam que o texto pode gerar insegurança jurídica, já que aborda identidade de gênero e orientação sexual de forma abrangente, o que poderia atingir diferentes perfis de atletas.
Diante da controvérsia, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a realização da competição e a participação regular da jogadora, argumentando que ela atende às normas estabelecidas pelas entidades esportivas.
Uma decisão liminar reforçou que o município não poderia impedir a realização dos jogos nem a atuação da atleta, assegurando que a Copa Brasil aconteça normalmente no Ginásio Moringão.
O episódio ganhou repercussão nacional e gerou fortes críticas nas redes sociais, já que os vereadores de Londrina estariam usando recursos públicos municipais para aprovar leis inconstitucionais, ou seja, sem aplicação prática.
Redação Tem Londrina