Caminhão com 50 imigrantes mortos é encontrado nos EUA

Imagem: Reprodução

Cerca de 50 pessoas foram encontradas mortas em uma carreta de um caminhão perto da cidade de San Antonio, no Texas, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (27). A hipótese inicial é que as vítimas sejam imigrantes, que entraram no país de forma ilegal.

“É uma tremenda desgraça (…) até agora são 50 mortos: 22 do México, 7 da Guatemala, dois de Honduras e 19 ainda sem informação sobre sua nacionalidade”, afirmou o presidente mexicano Manuel López Obrador, em sua coletiva de imprensa. Dentre as vítimas, estão 22 mexicanos.

Além dos cadáveres, outras 16 pessoas foram encontrados vivas e levadas a hospitais da região, segundo o governo local. O Departamento de Segurança Interna dos EUA assumiu a investigação.

Acredita-se que todas as vítimas tenham cruzado ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos. A passagem mais próxima fica a cerca de 225 km dali. San Antonio é um importante ponto de trânsito para os migrantes que vão do Texas para outros pontos dos EUA. Dezenas de milhares de migrantes passaram pela cidade nos últimos meses, segundo ativistas defensores dos imigrantes.

Oficiais do Departamento de Polícia de San Antonio estão agora procurando o motorista do veículo, que parecia ter sido abandonado em uma área remota perto de trilhos de trem e de um terreno com outros carros. O chefe de polícia de San Antonio, William McManus, disse que três pessoas estão sob custódia.

“Essas mortes estão na conta de [Joe] Biden”, disse no Twitter o governador do Texas, Greg Abbott, um republicano. “Eles são resultado de suas políticas mortais de fronteira. Eles mostram as consequências mortais de sua recusa em fazer cumprir a lei.”

Houve um número recorde de travessias de migrantes na fronteira com o México nos últimos meses, o que provocou críticas às políticas de imigração do presidente.

O chanceler do México, Marcelo Ebrard, afirmou que o cônsul mexicano está indo para o local e que a nacionalidade das vítimas ainda é desconhecida.

A área era um local conhecido pelos moradores como um “ponto de desembarque” para imigrantes, disse ao New York Times Ruby Chavez, 53, uma dona de casa que mora a cerca de 1,6 km dali.

“Você pode dizer que eles acabaram de chegar aqui. Nós os vemos com mochilas ou pedindo comida ou dinheiro”, disse Chavez. “É triste. E agora estou ouvindo que há crianças.”

Além disso, as temperaturas chegaram a 40º nesta segunda-feira e uma onda de calor também vem batendo recordes na região. À medida que as temperaturas sobem, os migrantes perto da fronteira mexicana ficam mais vulneráveis ​​a insolação, desidratação e morte.

No último dia da Cúpula das Américas, o governo dos EUA apresentou uma declaração com compromissos regionais para conter a imigração irregular, um dos principais temas da agenda política do presidente. Antes do início da Cúpula, Biden anunciou um pacote de investimentos de US$ 1,9 bilhão, destinado à criação de empregos em nações que tradicionalmente são o ponto de partida para muitos dos que tentam cruzar a fronteira dos EUA.

Redação Tem Londrina com iG Brasil



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