Após pressão, governo recua e promete repor data-base de servidores

Representantes dos trabalhadores se reúnem com o governo do estado e deputados – Foto: AEN

O Governo do Paraná vai criar uma comissão permanente de diálogo com os servidores públicos para tratar de assuntos como a reposição salarial e demandas específicas dos trabalhadores. Cinco membros do Fórum das Entidades Sindicais (FES) foram convidados para integrar o grupo de trabalho, que também terá técnicos das secretarias da Fazenda e da Administração, representantes da governadoria e deputados estaduais.

O anúncio da medida ocorreu nesta segunda-feira (29) durante reunião do vice-governador Darci Piana e do secretário da Comunicação e Cultura, Hudson José, com cerca de 30 representantes de categorias de servidores do Estado. O governador Ratinho Junior cumpriu agenda em Brasília.

Segundo Piana, a comissão permanente vai avaliar as questões relativas ao pagamento da data-base e reposição da inflação acumulada. O propósito é analisar alternativas para atender as demandas dos servidores e também as exigências legais que o Estado tem que cumprir.

Próximos anos

O vice-governador também destacou que os técnicos do governo e os representantes da FES vão discutir estudos orçamentários realizados de ambos os lados e as projeções para recomposição salarial do funcionalismo para os próximos anos.

“A comissão vai discutir, avaliar. O governo vai apresentar as suas condições sobre a possibilidade de juntar os compromissos em atraso com a data-base”, afirmou o vice-governador, alertando sobre a dificuldade de zerar defasagens de uma única vez. “O Estado precisa dos servidores, temos um respeito extraordinariamente grande com todos, mas também precisamos respeitar os limites legais”, apontou Piana.

Do lado de fora

Cerca de 10 mil profissionais participaram de manifestação – Foto: Reprodução/APP

Os professores da rede estadual de ensino do Paraná paralisaram as atividades para fazer um protesto contra o congelamento dos salários, nesta segunda-feira (29). Data também relembra o ‘Massacre na Educação’ ocorrido em 2015, caso não responsabilizado até hoje.

Cerca de 10 mil trabalhadores na educação do estado participam da manifestação no centro de Curitiba.

Os professores se concentraram em frente à Praça Santos Andrade e se deslocaram para a Praça Nossa Senhora Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, onde os representantes do governo e dos trabalhadores se reuniam.

Redação Tem



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