Mesmo com síndrome de Turner, mulher engravida e dá à luz a gêmeos em Ibiporã

Casal celebra neste mês o primeiro ano dos filhos Davi e João.

Foto: Divulgação

Com o sonho de ter filhos, ainda que diagnosticada com síndrome de Turner, Sâmela Olak Martins Fagundes, de 36 anos, moradora de Ibiporã, não desistiu. E agora comemora com o marido Renato Charles Fagundes, de 38 anos, o aniversário dos gêmeos.

A síndrome de Turner ocorre em 1 a cada 2.500 meninas nascidas vivas. Estima-se ainda que 98% dos casos evoluam para aborto durante a gestação. A síndrome afeta apenas pessoas do sexo feminino e ocorre quando o par de cromossomos X não é normal, podendo apresentar um cromossomo X ausente ou parcialmente ausente.

A síndrome de Turner pode ocasionar uma variedade de características, incluindo baixa estatura, distúrbio de desenvolvimento ovariano, atraso do início de puberdade, infertilidade, malformações cardíacas, renais, entre outras.

No caso de Sâmela, a síndrome foi descoberta quando ainda era recém-nascida através de um exame que avalia os cromossomos, chamado cariótipo, onde foi constatado a ausência de um dos cromossomos X. Em decorrência disto, os ovários não se desenvolveram, sendo assim, foi necessário a reposição de homônios.   “Iniciei tratamento com hormônio em torno dos seis anos. De certa forma eu sabia, pois tomava vacinas diárias desde os sete anos até os 15 anos”, afirma. “Quando tinha 15 anos, meus pais me falaram que eu não poderia engravidar. Aí comecei a tomar hormônios femininos. Na época, fiquei entristecida, mas como ainda era adolescente, não me afetou tanto”.

Aos 19 anos, conheceu o marido. Quando ainda namoravam, contou a respeito da real situação sobre filhos. “O tempo foi passando, e eu fui sentindo mais essa questão da infertilidade. E depois de 11 anos de casados, conversamos muito sobre o assunto de um tratamento”. Na época, ela estava com 34 anos e ele, 37. “Foi um processo de ansiedade, claro, mas graças a Deus tranquilo. Oramos, confiamos no Senhor, mas sempre tivemos paz no coração para recorrer a um tratamento”, recorda.

“E Deus nos conduziu ao dr. Vinícius (Stawinski, médico especialista em reprodução humana), que sempre nos tratou com muito amor e carinho. Fomos, se eu não me engano, no início de 2018. Realizamos a primeira tentativa em abril, mas infelizmente não deu certo. E tentamos novamente em novembro de 2018, quando foram colocados dois embriões que são hoje o João e o Davi”, lembra Sâmela. “Foi maravilhoso (receber a notícia da gravidez)! Um milagre do Senhor Jesus”.

“Precisei de uma doadora de óvulos para o tratamento, mas tive uma gravidez gemelar muito tranquila, até 38 semanas e 4 dias. Os meninos nasceram em 15 de julho de 2019”, portanto, acabam de completar um ano.

Tempos depois após o sonho ter se realizado, a família toda está bem. “Sempre tive o desejo de ter filhos”, diz Sâmela. E o que ela diz a quem se encontra na mesma situação que a dela? “Existe sim uma esperança. Uma oportunidade! Não desista. Se você tem esse desejo, não desista, que o Senhor Jesus é fiel em todos os caminhos”, frisa. “É a realização de um milagre. Eu já sou um milagre. E Deus me concedeu mais dois milagres”.

De acordo com o médico especialista em reprodução humana, Vinícius Stawinski, atualmente a doação de óvulos é uma alternativa segura para casos como o da Sâmela, com síndrome de Turner, o que representa a esperança da concretização do sonho da maternidade com o auxílio da tecnologia. “Por meio de estudo detalhado do quadro de cada paciente, avaliaremos qual a  melhor alternativa para contornar os obstáculos, e enfim realizar sonhos! E graças a Deus, muitas casais como a Sâmela e o Renato, podem hoje constituir suas famílias através das técnicas da medicina reprodutiva”, explica o especialista.

Redação Tem com Assessoria



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