- Jornalismo
- 13 de maio de 2026
UPAs de Londrina ganham painéis que mostram tempo de espera; entenda
Painéis foram instalados pela Prefeitura.

Todas as unidades de urgência de Londrina passaram a contar, nesta semana, com o Painel de Tempo de Espera, que permite aos usuários acompanhar o tempo estimado de atendimento conforme a classificação de risco. O sistema foi implantado pela Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Centro e Sabará e nos Pronto Atendimentos (PAs) Leonor, Maria Cecília, União da Vitória e no PAI.
Saiba como funciona: O sistema é dividido por cores: vermelho (emergência), amarelo (urgente), verde prioridade (gestante, idoso, e PCDs) e azul (não urgente).
A outra novidade é que toda a população também poderá acompanhar, em tempo real, a movimentação e o tamanho das filas nas UPAs e Pronto Atendimentos pelo Portal da Transparência do Município (clicando aqui).

Com isso, os usuários poderão verificar quais unidades estão mais cheias ou com menor tempo de espera antes de sair de casa, ajudando na escolha do melhor horário e local para buscar atendimento.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, o novo sistema busca dar mais transparência e melhorar a comunicação com os usuários das UPAs e PAs. Ela afirma que a proposta é permitir que os pacientes tenham acesso às informações sobre a fila de atendimento de forma mais clara e organizada, reduzindo dúvidas e conflitos nas unidades. “O paciente vai na unidade, ser classificado e já vai saber quanto tempo de espera no vermelho, amarelo, verde e azul. Ele não vai precisar mais ficar perguntando isso para o atendente”, afirmou.

A secretária acrescentou que a classificação de risco é realizada pela equipe de Enfermagem e segue os protocolos do Ministério da Saúde (MS). “Pacientes classificados como azul e verde, considerados casos menos urgentes, podem ter maior tempo de espera, enquanto os atendimentos mais graves recebem prioridade”, frisou.
Números divulgados
Em solenidade realizada na última segunda-feira (11), no auditório da Prefeitura de Londrina, o diretor de Urgência e Emergência da secretária de saúde, Cleiton Santana esteve presente e apresentou diversos relatórios sobre a área. Os dados apontam um aumento expressivo na demanda pelos serviços da rede municipal de urgência e emergência nos últimos anos. O levantamento comparou os atendimentos realizados entre 2020 e 2025 nas principais unidades da cidade.
No Pronto Atendimento Leonor, o número de atendimentos passou de 31,3 mil em 2020 para 133 mil em 2025, mais que triplicando no período. Já o Pronto Atendimento Infantil (PAI) saltou de 41,7 mil para 144 mil atendimentos no mesmo intervalo. Na UPA Centro-Oeste, os atendimentos cresceram de 120 mil para 212 mil, um aumento de cerca de 90 mil pacientes em cinco anos.
Segundo os dados apresentados, o crescimento da procura impacta toda a rede de saúde, especialmente nos leitos hospitalares de média e alta complexidade. Além disso, os dados apontam que a concentração de atendimentos é maior no início da semana, principalmente às segundas e terças-feiras.
O levantamento também mostrou aumento nos encaminhamentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para hospitais da cidade. No primeiro quadrimestre de 2026, foram registrados 4.780 encaminhamentos, cerca de mil a mais em comparação ao mesmo período de 2025. Entre os hospitais de referência terciária, o Hospital Universitário recebeu 5.021 pacientes, seguido pelo Hospital Evangélico, com 3.133, e Santa Casa, com 2.330. Já os hospitais da Zona Norte e Zona Sul receberam 2.311 e 1.988 pacientes, respectivamente.
Durante a apresentação, também foi destacado que a ampliação da rede de urgência e emergência exigirá novos investimentos e estratégias, como ampliação de leitos, fortalecimento dos serviços de porta de entrada e possibilidade de contratação de leitos da rede privada.
Novos leitos
Na solenidade, a secretária também anunciou a abertura de 48 novos leitos de enfermaria do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 30 para o Hospital Evangélico de Londrina (HEL) e 18 para a Irmandade Santa Casa (Iscal), representando um incremento de 40% nos leitos clínicos destes hospitais.
A medida, de acordo com a chefe da pasta, busca ampliar o acesso, a resolutividade e o cuidado com a população. O investimento previsto para os novos leitos é de aproximadamente R$ 2,5 milhões, por seis meses, e os recursos são provenientes do Município.
Redação Tem Londrina com NCom