Em Londrina, 51% dos infectados por covid são jovens e crianças

Jovens entre 20 e 39 anos somam 16.108 do total de contaminados.

Foto: Reprodução

O boletim epidemiológico do coronavírus em Londrina mostra que a maioria dos casos registrados na cidade estão entre os mais jovens. Desde o início da pandemia, são 16.108 contaminados na faixa de 20 a 39 anos, o que representa 43,13% do total de casos confirmados. Se somado os dados de crianças, adolescentes e jovens entre zero e dezenove anos, o número passa para 51,62% dos registros. (Veja os dados abaixo).

Até o momento, 14 londrinenses entre 20 e 39 anos perderam a vida lutando contra a doença.

De acordo com o prefeito Marcelo Belinati (PP), durante live na semana passada, atualmente, o município registra um número alto de jovens hospitalizados em estado grave. “Esse vírus que está pegando pessoas mais jovens, fazendo que elas sejam internadas em UTI, ficando internadas em estado grave”, disse. “Temos mais pacientes jovens internados na UTI”, afirma o prefeito.

A Secretaria de Saúde de Londrina acredita que a nova cepa brasileira já esteja em circulação na cidade e seja a responsável pelo aumento do número de jovens apresentado um quadro mais grave da doença.

Veja a tabela de infectados:

0 a 9 anos: 775 casos
10 a 19 anos : 2.395 casos
20 a 39 anos: 16.108 casos
40 a 59 anos: 12.479 casos
60 anos ou mais: 5.586 casos

Jovens transmitem mais

Apesar de estatisticamente sofrerem menos com a doença, são os maiores transmissores do vírus, já que possuem uma vida ativa maior que as demais idades. Segundo o infectologista Francisco Sanchez, os jovens ficam mais expostos a levar a doença para casa. “Dizem que os idosos precisam se cuidar, né? Mas na realidade, os jovens que necessariamente devem ter cuidados redobrados, afinal permanecem mais tempo expostos ao vírus e possuem uma falsa sensação de que a doença não os atinge. Dessa forma, alguns não seguem as medidas de prevenção e acabam transportando o coronavírus não só para suas casas, mas também para outras residências. Podem levar o vírus para seus pais, seus avós, tios, que não possuem, em alguns casos, a mesma imunidade”, comenta o especialista.

Lockdown

O especialista afirma que medidas restritivas e preventivas são importantes. “Tais medidas são significativas para o controle da transmissão viral. Infelizmente, se não há conscientização por parte de algumas pessoas, o poder público precisa agir evitando estes locais e focos de aglomeração”, finaliza.

O Paraná seguirá com restrições mais rígidas até o dia 8 de março.

Redação Tem



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