Após canetada, Bolsonaro aumenta o próprio salário e de ministros em até 69%

Gasto anual com aumentos pagaria 66 mil benefícios do auxílio emergencial no valor de R$ 250 por quatro meses.

Imagem: Lula Marques/FotosPúblicas

O presidente Jair Bolsonaro e membros do primeiro escalão do governo federal poderão ter até 69% de aumento no salário após edição de regra que autoriza uma parcela de servidores a receber mais do que o teto remuneratório constitucional. A medida é colocada em vigor enquanto o funcionalismo está com salários congelados.

A portaria vai beneficiar Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros militares e um grupo restrito de cerca de mil servidores federais. A depender da função, os rendimentos podem chegar a mais de R$ 66 mil mensais.

Em um momento em que se discute no Congresso a questão da reforma administrativa e do fim dos super salários, a medida é totalmente contraditória.

A portaria que autoriza o aumento passou a valer neste mês e terá efeito sob os pagamentos que serão realizados no mês de junho. Na edição, cria-se uma espécie de teto duplo, no qual aposentados e militares inativos que retornaram à atividade no serviço público poderão receber ambos rendimentos. A Constituição define que a remuneração máxima para cargos públicos, pensões e outras vantagens deve ser inferior ao de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 39.293,32.

De acordo com os cálculos, Bolsonaro terá um aumento de 6% no salário, passando de 39,3 mil para R$ 41,6 mil. Já o vice-presidente Hamilton Mourão, que é general da reserva, terá um aumento bruto de 62% indo de R$ 39,3 mil para R$ 63,5 mil.

O gasto anual estimado com os aumentos seria suficiente para pagar 66 mil beneficiários do auxílio emergencial no valor de R$ 250 por quatro meses.

Redação Tem com UOL



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