Dados oficiais confirmam previsão de pesquisadores da UEL sobre empregos perdidos no Paraná

Ao todo foram 55.008 empregos formais perdidos no estado.

Foto: Reprodução

O impacto econômico do isolamento social no estado do Paraná, por causa da pandemia de covid-19, doença causada pelo coronavírus, deixou um saldo de 55.008 empregos formais perdidos. Esse número refere-se ao mês de abril. Foram 47.081 admissões contra 102.089 demissões. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), incorporado pelo Ministério da Economia.

Esses números comprovam a previsão realizada por um grupo de pesquisadores que apontaram uma redução de cerca de 60 mil empregos formais no Paraná, sendo 3 mil em Londrina. Em matéria, produzida pela Agência UEL em abril, o professor Umberto Antonio Sesso Filho, do Departamento de Economia do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA, previu, para o estado, uma redução de 1,65% do rendimento do trabalho formal.

Conforme o professor, os dados do CAGED confirmam que os setores de comércio e de indústria automobilística foram o mais atingidos, com uma redução de 14.387 empregos. “Em Londrina, houve 2.290 admissões e 5.807 desligamentos, gerando um saldo negativo de 3.517 empregos formais, o que representa 2,37% do número de vínculos formais do município”, afirma Umberto Antonio Sesso Filho. “O setor mais impactado em Londrina foi o setor de serviços, responsável por uma redução de 1.566 vínculos, seguido por comércio (1.136) e indústria (649).”

O professor da UEL destaca que as estimativas realizadas e os dados constatados pelo grupo de pesquisadores de quatro universidades servem para dar suporte às autoridades na formulação de políticas públicas e ações privadas para o enfrentamento aos problemas gerados pela pandemia. Segundo ele, o poder público e a iniciativa privada podem estrategicamente adotar medidas para mitigar resultados.

Parcerias

Umberto Sesso, da UEL, divide o trabalho com os professores Ronaldo Rangel, da Fundação Getúlio Vargas (FGV); Paulo Brene, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); e Luan Bernardelli, da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). A simulação foi realizada pela Matriz Insumo Produto e considera dados do Ministério do Trabalho e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Redação Tem com Agência UEL


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