Estudo da UEL aponta que Londrina tem 52 mil famílias de baixa renda

Projeto comparou crescimento da população com a procura por programas sociais de 2010 a 2019.

Foto: ConexõesLondrina/Instagram

Uma estudo feito Universidade Estadual de Londrina (UEL) comparou o crescimento populacional da última década, de 2010 a 2019, com o número de famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico (Cadastro Único) do governo federal em Londrina. A avaliação apontou um empobrecimento da população de Londrina no período.

O CadÚnico é composto por famílias com renda de meio salário mínimo por membro, até um total de três salários mínimos.

Enquanto a população cresceu 16,20% — de 485.822 habitantes, em 2010, para 569.733, em 2019, segundo projeções do IBGE –, os inscritos no CadÚnico cresceram 65,08% (de 31.182 famílias inscritas em 2010 para 52.055 em 2019). Como cada família, ainda de acordo com o IBGE, tem em média 3,3 membros, em 2019 eram 171.781 pessoas inscritas no CadÚnico, aproximadamente 30% da população londrinense.

Mesmo se levando em conta o aumento da demanda pelo CadÚnico, no qual os inscritos se credenciam para programas assistenciais do governo, a disparidade do ritmo de crescimento entre os grupos (população e cadastrados) aponta para a tendência de crescimento da pobreza, pois no começo da década o município já contava com uma política de Assistência Social ampla e efetiva. A avaliação é da coordenadora do Projeto de Pesquisa Desigualdade Social Londrina, da UEL, a professora e doutora Ana Patrícia Nalesso.

Foto: Isaac Fontana/Instagram

Ela ressalta que a tendência detectada de empobrecimento da população é ainda mais preocupante porque se refere a um período anterior ao da pandemia de Coronavírus e o aprofundamento da crise econômica em sua decorrência.

O Projeto de Pesquisa começou a ser desenvolvido em março de 2020 e tem entre seus objetivos formular indicadores que ajudem a delinear a desigualdade social no município sob vários aspectos, bem como subsidiar o enfrentamento dessa desigualdade por órgãos do estado e pela sociedade.

Redação Tem com Agência UEL


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