Opinião: O péssimo primeiro turno do Londrina

Tubarão encerra primeira metade do Campeonato Brasileiro da Série B na zona de rebaixamento

Salve Nação Alviceleste!

Terminada a primeira metade do Campeonato Brasileiro Série B e o Londrina entrou na temida zona de rebaixamento, aliado a isso o clube demitiu o treinador Sérgio Soares, que em sete partidas conquistou apenas uma vitória. No geral, o Tubarão fecha o primeiro turno com apenas 21 pontos e 36,8% de aproveitamento, não é preciso ser matemático para entender que é campanha de time rebaixado.

Apenas como comparativo, na temporada 2016, quando terminou a três pontos do acesso, o Londrina fechou o primeiro turno com 28 pontos e 49,1% de aproveitamento, enquanto que na temporada passada, quando apenas dois pontos o separaram do acesso, o clube fez 27 pontos e 47,4% de aproveitamento. Nos últimos dois anos, dos quatro times na zona de rebaixamento ao fim do primeiro turno, três caíram, enquanto que o outro time rebaixado era o primeiro fora da temida zona ao fim da primeira metade.

Talvez um dos principais motivos para a péssima campanha no primeiro turno se deva a quase que frequente troca de treinadores, o LEC vai para seu quarto técnico em apenas 8 meses, não há como ter um trabalho eficiente com uma troca a cada 2 ou 3 meses.

Contudo, não é só isso, o elenco não encaixou ou simplesmente parece não ter qualidade ou principalmente vontade para enfrentar um campeonato disputado como a Série B, o nível técnico não é alto, mas a vontade de subir para a Série A faz diferença. Coisa que não é vista no elenco alviceleste, o retrato do LEC nesse primeiro turno é um time totalmente apático, sem confiança e sem vontade dentro de campo, salvo algumas raras exceções, no futebol nada cai do céu, é preciso buscar a vitória e dividir cada bola como se fosse a vida de cada um que estivesse em jogo.

No segundo turno, além da mudança com a vinda de Roberto Fonseca, que comandará a equipe pela terceira vez na carreira e que como jogador possuía a característica de muita garra e espírito de luta, a postura do time terá que mudar da água para o vinho e peças de qualidade terão que ser contratadas, mesmo em um período complicado para encontrar jogadores assim, o sistema defensivo como um todo e um meia de criação são os principais pontos a serem melhorados, atualmente Dagoberto é quem faz essa função de armar jogadas, tem qualidade pra isso, mas joga praticamente sozinho, pois ao flutuar pelo campo ofensivo (corretamente) e cair pelas pontas para abrir espaços, ninguém faz a função e o time fica totalmente sem jogadas.

Roberto Fonseca (esq.) substitui Sérgio Soares (dir.) no comando técnico do Londrina – Foto: Gustavo Oliveira / LEC

Obviamente que escapar do rebaixamento é o principal objetivo no ano, porém pelo equilíbrio da competição uma sequência de vitórias pode sim fazer com que a equipe volte a sonhar com algo a mais. O Avaí em 2016 fechou o primeiro turno com apenas 23 pontos e a três da zona de rebaixamento, mas fez um segundo turno quase impecável e conquistou o acesso com 66 pontos, já o Londrina na temporada passada, nas últimas 10 rodadas, conquistou 8 vitórias, 1 empate, perdeu apenas 1 vez e por dois pontos não ascendeu para a elite do futebol brasileiro.

Sonhar com algo além de se salvar do rebaixamento é difícil? Muito, porém não é impossível, mas muita coisa deverá mudar para que o torcedor volte a confiar no elenco, os públicos só irão aumentar quando as vitórias voltarem a rotina do Londrina e a paz voltar a reinar, enquanto isso o alviceleste tem muito trabalho pela frente e 19 finais na competição, a começar na próxima sexta contra o lanterna (que medo) Boa Esporte, em Varginha/MG. Que as mudanças sejam significativas e o Tubarão possa voltar a ser um dos protagonistas da competição. Por fim, um recado aos jogadores do Londrina com a parte de uma música da Torcida Organizada Falange Azul, que está ao lado da equipe seja nos momentos bons ou ruins, nós torcedores merecemos respeito, pois somos o bem mais precioso desse clube.

“Honrem nossa camisa, não importa onde for, joguem com muito amor…”

Diego Rocha

Londrinense de corpo, alma e coração, apaixonado por futebol, pela festa nas arquibancadas e principalmente pelo Londrina Esporte Clube.


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