Mostra Cine Terreiro ocorre neste final de semana em Londrina

Exibições na sexta, sábado e domingo.

Imagem: Divulgação

Nesta sexta-feira (8), começa a Mostra de Cinema Cine Terreiro, que tem como objetivo enaltecer e prestigiar a herança cultural da matriz afro-brasileira e indígena, abordando, também, vertentes como o neo-xamanismo. Serão três dias de exibição, incluindo também o sábado (9) e o domingo (10).

No primeiro dia da mostra, a programação começa às 9h no Colégio Estadual Professora Roseli Piotto Roehrig (Rua Basílio Zani, 27, Jose Giordano). Na ocasião, haverá a exibição de dois curtas, “Folhas Miúdas: Infância em Terreiros 17 e  175 Fitas 17, assim como um bate-papo com a equipe da Mostra e a performance teatral da atriz Edna Aguiar, com a peça “Preta do Leite 17.

Imagem: Divulgação

No sábado (9), as atividades começam também às 9h na Casa Ylê Axé Opô Omin (Rua Maria José da Silva, 17, Conjunto Maria Cecília Serrano de Oliveira). Serão apresentados cinco curtas: “Encruza 17, “João de Una tem um Boi 17, “Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé 17, “O atabaque na minha vida 17 e “Senhor da Terra 17. Logo depois da exibição, será promovida uma oficina de realização audiovisual com o uso de smartphones para integrantes de terreiros e um bate-papo com a equipe da Mostra.

No último dia da mostra, domingo (10), a programação se inicia às 18h45 na Concha Acústica (Praça Primeiro de Maio) e terá Edna Aguiar atuando como Mestra de Cerimônias. Serão exibidos oito curtas: “Quebra Panela 17, “Noke Koi – Povo Verdadeiro 17, “Encruza 17, “Senhor da Terra 17, “Romana 17, “Onde aprendo a falar com o vento 17, “O Jardim Fantástico 17 e “João de Una tem um Boi 17.

Os filmes, produzidos em localidades de todo o Brasil, foram selecionados por uma curadoria composta por membros da comunidade de terreiro, povos originários, cineastas, zeladores do culto afro-religioso e indígenas. A equipe de curadoria procurou por produções cinematográficas que abordam temas como a relação com o território, a ancestralidade, a resistência e a espiritualidade desses povos.

O coordenador-geral do projeto pela produtora Caixa Mágica Filmes, Arthur Henrique de Deus Ribeiro dos Santos, explicou que o festival teve início como uma mostra itinerante, com seis edições realizadas em diferentes locais. Em 2024, o festival chega à sua quarta edição, consolidando-se como um espaço de valorização e difusão da cultura afro-brasileira e indígena. Conforme dos Santos, a iniciativa de criar o Cine Terreiro surgiu a partir do desejo de fazer o registro das imagens das casas de culto afro-brasileiro já documentadas, trazendo e levando a cultura afro-brasileira para todos terem acesso à cultura ancestral. “A mostra tem uma importância fundamental para a valorização e reparação de um espaço historicamente negado, ocupando, abrindo diálogo e desmistificando as culturas de matriz afro-brasileira e indígena, que são parte integrante da identidade e da diversidade do povo brasileiro 17, disse.

De acordo com o coordenador do projeto, as ações realçam a importância de filmes refletindo questões ligadas ao território, enaltecendo as espiritualidades e cosmovisões de matriz africana e indígena, formando plateias, gerando debates e discussões sobre direitos sociais.

A Mostra de Cinema Cine Terreiro, em Londrina, tem realização através da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal e conta com apoio da Prefeitura de Londrina, Caixa Mágica Filmes, Ori Audiovisual Cruzeiro Filmes.

Redação Tem Londrina com NCom


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