Uma em cada 5 profissões no país pode adotar o home office, diz estudo

Análise realizada pelo Ipea revela que 22,7% das ocupações, que representam 20 milhões de trabalhadores, são aptas para o teletrabalho.

Home office: o formato poderá ser adotado em 22,7% das ocupações nacionais – Foto: Stefan Wermuth/Bloomberg

Com a pandemia de coronavírus, milhões de brasileiros abandonaram os escritórios e passaram a trabalhar de casa. O teletrabalho, ou home office, já era uma tendência no mundo e, com a mudança nos hábitos, deve se fortalecer mesmo após a crise. De acordo com análise do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) divulgada nesta quarta-feira, o formato poderá ser adotado em 22,7% das ocupações nacionais, alcançando mais de 20 milhões de trabalhadores.

— Sabemos que o trabalho em domicílio é uma realidade que independe da pandemia — destacou Felipe Martins, um dos coautores da pesquisa, ressaltando que ainda não é possível avaliar o impacto das medidas de isolamento adotadas por quem pode ficar em casa no avanço do teletrabalho no Brasil.

O estudo “Potencial de Teletrabalho na Pandemia: Um Retrato no Brasil e no Mundo” segue metodologia da Universidade de Chicago na estimativa do teletrabalho em 86 países, adaptada à realidade brasileira com a conversão das funções para a Classificação de Ocupações para Pesquisas Domiciliares, adotada pela PNAD Contínua, do IBGE.

Os resultados mostram que das 434 ocupações analisadas, mais de um quinto podem ser realizadas remotamente. Isso coloca o país na 45ª posição no ranking mundial, e em 2º lugar na América Latina.

Segundo Martins, os profissionais com maior potencial para o teletrabalho são os de ciências e intelectuais, diretores e gerentes e técnicos e profissionais de ensino médio. Na outra ponta, trabalhadores rurais, da caça e da pesca e militares possuem o menor potencial.

Redação Tem com Exame


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