Professores reclamam de escola que obriga retorno das atividades presenciais

Escola particular de Londrina convocou professores a comparecerem na unidade a partir desta segunda-feira (27).

Foto: Reprodução/Ilustrativa

Professores de uma instituição de ensino privado, localizada na região leste de Londrina, reclamam de problemas por parte da escola durante o período de pandemia do novo coronavírus. A decisão mais recente, obriga os professores a retomarem as atividades presenciais na próxima segunda-feira (27) mesmo com a vigência do decreto municipal que suspende as aulas até 31 de julho. Amedrontados pelo risco de contaminação, os docentes não conseguiram questionar a decisão e se viram coagidos a voltar.

“Quando questionamos a necessidade de voltarmos presencialmente agora, eles disseram que não havia outra alternativa, mas ao longo de todo esse tempo, temos dado aulas online de casa, mesmo sem condições, por que eles mudaram isso agora?”, declara um dos professores do grupo que procurou a reportagem do TEM. “Eles não nos deram opção, apenas fomos informados de que devemos voltar a frequentar a escola a partir de segunda. Não nos perguntaram se estávamos bem, se moramos com pessoas do grupo de risco ou se podemos nos expôr. Quem questionou foi coagido a pedir demissão”, conta outra professora. Os docentes argumentam que estão com medo da contaminação por conta da aglomeração e gostariam que a escola aguardasse condições mais seguras para retomar as atividades presenciais, inclusive a liberação das aulas pela prefeitura.

Sem suporte e com medo

Os professores contam que as dificuldades com a instituição de ensino vêm desde o início da quarentena, eles não receberam nenhum apoio para conseguirem preparar para as aulas online que têm sido dadas desde março. “Não houve preparação ou nenhum tipo de suporte. Um dia a gente estava dando as nossas aulas comuns, no outro caímos de paraquedas em aulas online. Ninguém sabia como fazer, o que fazer, foi bem difícil no começo e não tivemos apoio”, lembra o professor. Eles relatam ainda que a coordenação chegou a sugerir que quem não tivesse computador em casa, poderia usar os equipamentos da escola, mas a possibilidade se tornou inviável frente a quantidade de serviço que os docentes acumularam ao longo desse tempo. “Temos trabalhado muito mais”, comenta outra professora. Mesmo com as dificuldades, os professores são unânimes em dizer que se sentem mais seguros com aulas remotas. “Apesar de tudo, prefiro seguir com as aulas em casa, pois temos nos esforçado para levar o melhor conteúdo possível aos nossos alunos, eles não estão perdendo qualidade de conteúdo, mas ao ter que se deslocar até a escola, gera uma preocupação a mais, muita insegurança desnecessária neste momento”, disse uma das docentes.

A reportagem tentou contato com o Sindicato dos Profissionais das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (SINPRO), que confirmou as reclamações, mas não retornou o contato até o fechamento desta matéria, para explicar quais medidas poderiam ser tomadas.

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Redação Tem



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