- Jornalismo
- 22 de março de 2026
Será que as esperanças de Neymar para Copa do Mundo acabaram após sua recente exclusão da seleção?

“Ei, Ancelotti, e eu?” Essas foram as palavras de Neymar em um vídeo que viralizou recentemente, enquanto ele assistia a Carlo Ancelotti anunciar a convocação do Brasil para os amistosos contra a França e a Croácia, dos quais ele ficou de fora.
Ironicamente, ele estava sendo filmado assistindo ao anúncio de uma mesa de tratamento enquanto recebia uma massagem. A imagem resumiu a história dos últimos dois anos de Neymar: presente, mas não totalmente pronto, assistindo aos acontecimentos se desenrolarem à margem.
Para quem está acompanhando suas apostas online antes da Copa do Mundo, a questão de saber se o maior artilheiro de todos os tempos do Brasil entrará na lista final de 26 jogadores é uma das mais intrigantes na preparação para o torneio.
O momento que pareceu definitivo
Este não foi um anúncio de convocatória qualquer. Os amistosos de março contra a França e a Croácia representam a última janela internacional antes de Ancelotti anunciar sua lista definitiva para a Copa do Mundo em 18 de maio. Para Neymar, ficar de fora desta convocatória foi como ver a porta se fechando.
Jogadores que não têm confiança suficiente para atuar em um amistoso contra a França, a três meses da partida de abertura, raramente recebem uma vaga na Copa do Mundo apenas por fé.
O próprio Neymar compreendeu o significado disso. Em um evento público em São Paulo, ele disse estar chateado e triste por não ter sido convocado, antes de insistir que o sonho ainda estava vivo. “Ainda falta um último anúncio da lista”, disse ele. “O sonho continua vivo.” Foi uma resposta desafiadora, mas envolta em mágoa.
A posição de Ancelotti
O detalhe fundamental é que Ancelotti não fechou totalmente as portas. Sua linha pública tem sido consistente: Neymar não está na lista porque ainda não está 100% em forma, e se ele conseguir atingir esse nível antes de maio, continua sendo um candidato. Ancelotti assistiu a uma partida do Santos pessoalmente antes de tomar sua decisão, um gesto que sugere que o assunto foi considerado seriamente, em vez de descartado. Neymar nem sequer jogou naquele dia.
O ex-técnico da Seleção Brasileira e do Real Madrid, Vanderlei Luxemburgo, foi além, dizendo à Globo Esporte que está quase certo de que Ancelotti levará Neymar, argumentando que o técnico precisará de sua inteligência e habilidade.
Essa opinião tem peso. Ancelotti é um técnico que valoriza a experiência e a gestão de jogo em torneios de futebol, e Neymar, mesmo estando a 80% de sua melhor forma, é um tipo de arma diferente de qualquer outro jogador do elenco.
Os argumentos a favor e contra
O argumento contra é direto. Neymar não joga pela seleção brasileira desde que rompeu o ligamento cruzado anterior contra o Uruguai, em outubro de 2023. Ele passou por uma nova cirurgia no joelho em dezembro de 2025. Ele fez apenas três partidas pelo Santos este ano, somando 180 minutos de jogo até o momento. Ancelotti foi explícito: ele não levará jogadores que não contribuam para a Copa do Mundo, e as opções de ataque do Brasil são tão amplas que um jogador que talvez não consiga ser titular de forma consistente é um luxo.
Os argumentos a favor são mais difíceis de descartar do que podem parecer. Neymar começou a temporada brasileira em boa forma, marcando três gols e dando uma assistência nessas três partidas. Os dois gols contra o Vasco da Gama em 26 de fevereiro, em sua segunda partida completa de 90 minutos no ano, mostraram lampejos de um jogador que ainda tem qualidade.
Seu técnico no Santos foi efusivo, dizendo que Neymar participa de todos os treinos e que seu jogo só vai melhorar com as partidas. Ele também é o maior artilheiro de todos os tempos do Brasil, com 79 gols pela seleção, e esses instintos, a visão, a capacidade de criar algo do nada em uma partida acirrada, não desaparecem simplesmente.
O que importa no fim das contas
Para quem está avaliando apostas Copa do Mundo sobre as perspectivas do Brasil no torneio, se Neymar entrará na seleção é quase uma questão secundária. A questão principal é se, caso seja selecionado, ele realmente fará a diferença. Um Neymar sem estar em plena forma, que jogue 20 minutos em uma partida da fase de grupos e sofra outra lesão, não é um trunfo. Um Neymar que chegue em junho, tendo jogado regularmente pelo Santos, mantido sua forma física e provado que consegue aguentar 90 minutos em intervalos regulares, é uma proposta totalmente diferente.
O intervalo entre agora e 18 de maio é curto, mas não vazio. O Brasil enfrenta Panamá e Egito em amistosos de preparação antes do torneio. Ainda há tempo para Neymar mostrar seu valor. Mas a margem para erros acabou. Cada sessão de treino, cada partida do Santos, cada atualização sobre sua forma física entre agora e o anúncio da convocação será analisada minuciosamente pela comissão técnica de Ancelotti.
O sonho, como diz Neymar, continua vivo. Mas o despertador está tocando cada vez mais alto.
Redação Tem Londrina com Assessoria