Prefeitura de São Paulo estima ter 1,2 milhão de infectados pela covid na cidade

Pesquisa aponta que total de contaminados na cidade seria 10 vezes maior que os números oficiais.

Foto: Reprodução

O número de infectados pelo novo coronavírus na cidade de São Paulo pode ser dez vezes maior do que índice oficial de casos registrados. Uma pesquisa realizada pela prefeitura da capital paulista aponta que o total de pessoas que tiveram contato com o vírus seria de 1,2 milhão, o que equivale da 9,5% da população paulistana.

Pelos dados oficiais, a cidade de São Paulo tem 118,7 mil pessoas com Covid-19.

A estimativa de 1,2 milhão de contaminados é fruto de fruto do resultado parcial de um mapeamento da prefeitura que tenta descobrir, por amostragem, quantas pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus na cidade. Os altos índices de subnotificação explicam a divergência entre o número estimado agora e o dado oficial. Em geral, apenas pessoas que desenvolvem sintomas mais graves do coronavírus acabem se submetendo aos testes.

Foram realizados 5.416 testes  sorológicos em 96 distritos com pessoas escolhidas por sorteio. A ideia é realizar exames com outras pessoas a cada 15 dias para medir a evolução da doença. No total, serão 45 mil testes.

Segundo secretário da Saúde, Edson Aparecida, o estudo vai ajudar a prefeitura a planejar a retomada das atividades na cidade. Disse ainda que o estudo revela a real taxa de letalidade da doença na cidade, que é de 0,5%.

Aparecido também destacou o índice de infectados em relação à população registrados na cidade, de 9,5%, é alto em comparação a países da Europa. Na Espanha e na Itália, o percentual foi de 5% e na França, de 4%.

—  Mostra que a cidade tem quase o dobro de prevalência que esses país na Europa, o que é um dado bastante significativo.

Um levantamento com os mesmos objetivos realizado pela Universidade Federal de Pelotas entre 4 e 7 de junho estimou que o índice de contaminação em São Paulo era de 2,3%. O secretário da Saúde atribuiu a diferença de resultado ao fato de o estudo da universidade ter testado apenas 250 pessoas.

Redação Tem com O Globo


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