Deputado londrinense é suspenso do PSL após crise no governo

Foto: Câmara Federal

Na queda de braço pelo comando do PSL, a cúpula do partido ligada a Luciano Bivar (PSL-PE) suspendeu as atividades partidárias de cinco deputados. O ato é uma resposta à tentativa dos parlamentares de tentarem destituir Delegado Waldir (PSL-GO) da liderança da sigla na Câmara.

Na lista de suspensos está o deputado londrinense de primeiro mandato Filipe Barros (PSL-PR).

A suspensão foi confirmada pelo senador Major Olimpio (PSL-SP) e o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP).

Segundo ele, a decisão foi tomada nesta semana e os deputados estão sendo notificados. Os nomes foram divulgados, oficialmente, após a reunião da Executiva do partido, em Brasília.

Os afetados pela decisão são:

  • Carla Zambelli (PSL-SP)
  • Bibo Nunes (PSL-RS)
  • Ale Silva (PSL-MG)
  • Felipe Barros (PSL-PR)
  • Carlos Jordy (PSL-RJ)

Há duas semanas um grupo de 20 parlamentares apoiados por Jair Bolsonaro (PSL) está em conflito com a ala bivarista. Nesta semana, com interferência de Bolsonaro tentaram emplacar Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na liderança do PSL na Câmara.

Com a medida da direção, os parlamentares não podem mais assinar listas para trocar a liderança do partido da Câmara. Durante a semana as duas alas do PSL brigaram para conseguir o maior número de assinaturas. Venceu o grupo de Bivar, que manteve Waldir na liderança.

Não está definido por quanto tempo ficarão suspensos.

“Nós não temos pressa com nada. Nem para praticar injustiça. Temos cinco parlamentares que tiveram suspensão decretada pela Executiva nacional. As demais representações em relação às condutas de cada um poderá ser feita e será feita”, disse Olimpio.

O senador nega que seja uma retaliação aos parlamentares.

“Mas nada disso vai ser feito no afogadilho, não é para dar resposta numa briga. Estamos tentando serenar os ânimos. Vamos dentro do diálogo ver o que é possível em relação a isso”, considerou.

Os cinco suspensos assinaram a lista para destiuir Waldir e emplacar Eduardo na liderança do PSL, durante a semana.

“É mais uma demonstração de que o partido está sob uma liderança autoritária e incompetente, que atua de forma arbitrária. Isso resume um sujeito como este (Delegado Waldir), que se porta como um ditador. A tendência é que a gente (a ala bolsonarista do PSL) se fortaleça no partido. Está claro quem surfou na onda das últimas eleições e quem está fiel aos ideais do nosso comandante”, disse Jordy.

A cúpula justifica que os parlamentares atacaram o partido e o presidente Bivar. Segundo Delegado Waldir há um conjunto de provas com os ataques promovidos em declarações e redes sociais pelos deputados e por isso as medidas punitivas.

Redação Tem com Folhapress


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