‘Superpedido’ de impeachment contra Bolsonaro é protocolado na Câmara

Documento reúne mais de 100 ações contra crimes que teriam sido cometidos pelo presidente.

Imagem: Reprodução

Partidos, entidades civis e parlamentares de direita, centro e esquerda, apresentaram nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados, em Brasília, o chamado “superpedido” de impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. O documento reúne acusações contra o chefe do executivo, presentes em outros 100 pedidos que já haviam sido entregues anteriormente, mas que não foram abertas pelos presidentes da Casa, Rodrigo Maia (DEM) e o atual, Arthur Lira (PP), sucessivamente.

O “superpedido” é assinado por 46 signatários, dentre eles, ex-aliados do presidente Bolsonaro, como os deputados Joice Hasselmann (PSL), Alexandre Frota (PSDB), Kim Kataguiri (DEM). Os partidos PT, PCdoB, PSB, PDT , PSOL, Cidadania, Rede, PCO, UP, PSTU e PCB, também estão entre os autores do pedido.

Entre as entidades civis, estão representantes da Associação Brasileira de Juristas pela democracia (ABJD), Articulação dos povos indígenas do Brasil (APIB), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST).

O texto, de mais de 250 páginas, elaborado por um grupo de juristas, atribui ao chefe do executivo 23 crimes de responsabilidade cometido por Bolsonaro durante o mandato.

Os crimes cometidos estão divididos em sete categorias:

Crimes contra a existência da União;

Crimes contra o livre exercício dos poderes legislativo e judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados;

Crimes contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

Crimes contra a segurança interna;

Crimes contra a probidade na administração;

Crimes contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos;

Crimes contra o cumprimento de decisões judiciárias;

Entre as acusações, está o crime de prevaricação no caso das suspeitas de irregularidade na compra da vacina indiana Covaxin , onde o deputado Luis Miranda (DEM) acusa o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP), de pressionar servidor publico a assinar ordem de compra do imunizante, mesmo envolto as suspeitas.

Diversos parlamentares divulgaram nas redes sociais imagens e publicações a respeito do novo e mais completo pedido de impeachment contra o presidente.

Redação Tem com iG Brasil



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