- Jornalismo
- 26 de novembro de 2025
Veja os bairros com maior índice de infestação de dengue em Londrina
Índice de infestação na cidade é de 2,2%.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o resultado do 1º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, agora realizado anualmente. Os dados foram apresentados durante a reunião do Comitê Gestor Ampliado da Dengue, realizada na Associação Médica de Londrina (AML). O Índice de Infestação Vetorial Predial (IIVP) é de 2,2%, o que coloca o município em situação de alerta conforme classificação do Ministério da Saúde (MS).
O índice é menor do que o de 2024, que foi de 3,4%, e também menor do que dos anos de 2023 e 2022, que registraram um IIVP de 5,5%.
O índice de 2,2% demonstra que, a cada 100 imóveis inspecionados, mais de dois estavam com focos positivos do mosquito da dengue, o Aedes aegypti. O levantamento foi realizado entre 20 e 25 de outubro em 10.301 imóveis residenciais e comerciais, de 262 localidades da zona urbana.
O Levantamento também apontou que quase 100% dos criadouros, com larvas e pupas de Aedes aegypti, foram encontrados nas residências das pessoas, sendo 90% em objetos em desuso jogados nos quintais, nos vasos de plantas e em bebedouros de animais; e 9% em recipientes de degelo em geladeiras e pequenas fontes ornamentais. Foram encontradas algumas larvas e pupas em terrenos baldios (0,22%).
O LIRAa é um método simplificado que permite identificar como está a infestação e distribuição do vetor Aedes aegypti nos municípios. Trata-se de um trabalho de amostragem, que possibilita identificar os bairros mais críticos e quais depósitos (de focos) são predominantes na área. O IIVP abaixo de 1% é considerado satisfatório, de 1% a 3,9% configura estado de alerta, e acima de 3,9% é considerado risco.
Entre todas as regiões da cidade de Londrina, a leste foi a que apresentou maior concentração de focos positivos, com 2,9% dos imóveis com larvas do mosquito. Em seguida, está a região sul, que apontou um índice de 2,8%. Em terceiro lugar, ficou a região central, com 2,6% de infestação. Em quarto lugar a região oeste, com 1,7% e, por último, aparece a zona norte com 1,6%.
Bairros que mais preocupam
O levantamento também apontou os cinco bairros londrinenses que mais preocupam a Secretaria Municipal de Saúde por registrarem os maiores índices de infestação da cidade. São eles o Parque das Industrias Leves, na região leste (13,3%); Jardim Maringá, na região sul (13%); Jardim do Lago, região sul (11,7%); Jardim Jequitibá, região norte (9%); e Jardim Morte Carlo, região leste (9%).
O gerente de Vigilância Ambiental, Nino Ribas, destacou que apesar de Londrina estar abaixo do patamar de risco, o cenário demanda atenção constante, sobretudo pela heterogeneidade entre as regiões. “Embora algumas áreas apresentem índices reduzidos, todas contêm focos ativos do vetor, reforçando a necessidade de ações contínuas em todo o território. Apesar de estarmos em um período de menor transmissão, a experiência mostra que a situação pode mudar rapidamente caso não haja manutenção das medidas de prevenção”, apontou.
Responsabilidade
Ribas enfatizou que o enfrentamento ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada. “A Prefeitura está atuando com planejamento, equipes em campo, tecnologia e integração intersetorial. No entanto, os criadouros continuam dentro das residências e isso faz da participação da população um elemento decisivo para evitar um novo período de alta transmissão. Esse perfil, já conhecido, evidencia que o controle do Aedes aegypti depende diretamente da manutenção das áreas externas das residências e da regularidade da eliminação de pequenos objetos que acumulam água”, mencionou.
A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, enfatizou que com dados concretos é possível direcionar os esforços de forma mais eficaz, bem como avaliar e acompanhar melhor as medidas implementadas. “A apresentação do relatório do LIRAa é um momento crucial para avaliar os esforços do ano e planejar outras atuações futuras para combater a dengue. A transparência e a comunicação clara com a população são fundamentais para o sucesso do nosso plano de contingência. É importante que as pessoas entendam os riscos e as medidas que estão sendo tomadas para proteger a saúde da comunidade. Londrina é uma cidade importante no Paraná, e é ótimo ver que a saúde municipal está evoluindo positivamente nos seus indicadores”, afirmou.
Casos e mortes
Com relação aos números de casos da doença, a SMS informou que, do início do ano de 2025 até o momento, foram notificados 26.164 casos suspeitos de dengue, dos quais 4.975 foram confirmados, 20.307 descartados, e 883 estão em análise aguardando o resultado de exames laboratoriais.
Também houve nove mortes em decorrência da doença. Como comparativo, no ano de 2024 a cidade registrava, neste mesmo período, 42.017 casos confirmados e 52 óbitos.
Disque-Dengue
A população pode fazer denúncias de imóveis ou áreas suspeitas de terem focos do mosquito Aedes aegypti, entre eles terrenos baldios ou ambientes. O contato pode ser feito pelo telefone 0800-400-1893, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Redação Tem Londrina com NCom