- Jornalismo
- 30 de abril de 2026
Zonas Leste e Oeste terão novas Unidades Básicas de Saúde; veja os locais

A Prefeitura de Londrina concluiu, nesta semana, duas licitações para a construção de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) nas regiões leste e oeste do município. Segundo a administração, será a primeira vez que a cidade vai adotar o modelo de contratação integrada. Esta modalidade reúne, em um único contrato, a elaboração dos projetos e a execução das obras, que serão realizados pela mesma empresa.
As licitações contemplam a implantação de duas UBSs de porte III, nos bairros Jardim Acquaville (Zona Leste) e Jardim Maracanã (Zona Oeste). A iniciativa de contratação integrada, segundo a Secretaria Municipal de Gestão Pública, busca reduzir riscos recorrentes em contratações fragmentadas, como incompatibilidades técnicas entre projeto e obra, atrasos e aditivos contratuais.
Local da UBS no Acquaville

Local da UBS no Maracanã

Em ambos os casos, as unidades terão uma área construída de 780 metros quadrados, implantada em terrenos de aproximadamente 4 mil metros quadrados, com previsão de estacionamento e estrutura completa para atendimento à população. A futura UBS do Jardim Acquaville será instalada na Rua Akeo Hasuda esquina com Avenida Azilé Miguel Abujamra; a do Jardim Maracanã, na Rua Norberto Kemmer, esquina com as ruas Olympio Theodoro e José Piloto.
O valor total de investimentos previstos é de R$10,1 milhões, aportados pelo Governo Federal com contrapartida do Município. A empresa vencedora de ambas as licitações foi a Tekenge Engenharia e Construções; para os próximos dias, estão previstas a apresentação das garantias e a assinatura dos contratos.
Integração de projetos e obras
A contratação abrange todas as etapas técnicas necessárias, desde levantamentos e estudos preliminares até o desenvolvimento dos projetos arquitetônicos e complementares de engenharia, utilizando a metodologia BIM (Building Information Modeling) — uma abordagem colaborativa que utiliza modelos 3D inteligentes para integrar dados de todo o ciclo de vida de uma obra — planejamento, design, construção e operação. Também estão incluídos projetos estruturais, elétricos, hidráulicos, de prevenção contra incêndios, gases medicinais, comunicação visual e sistemas de engenharia mecânica, além da elaboração de orçamentos e cronogramas detalhados.
De acordo com o secretário municipal de Gestão Pública, Sérgio Willian Costa Becher, a adoção do modelo integrado representa um avanço na governança das obras públicas. “Ao concentrar em um único contrato as responsabilidades pelo projeto e pela execução, conseguimos reduzir significativamente os riscos de inconsistências técnicas e garantir maior previsibilidade de prazos e custos”, afirmou.
Ele acrescentou que a estratégia também fortalece o controle sobre a qualidade final das edificações. “A empresa contratada passa a responder por todo o ciclo da obra, o que induz a soluções mais eficientes e alinhadas desde a concepção até a entrega”, completou.
Estrutura moderna
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, as estruturas serão construídas no padrão de UBS tipo III estabelecido pelo Ministério da Saúde: de porte médio, elas serão projetadas para abrigar Equipes da Estratégia Saúde da Família, com foco em humanização, acessibilidade e sustentabilidade. “Serão estruturas modernas e adequadas para ampliação das equipes de Saúde da Família, saúde bucal e equipes multiprofissionais, contribuindo diretamente para o fortalecimento do SUS e para a redução de vazios assistenciais”, detalhou.

A expansão da rede de atendimento primário à saúde em Londrina ocorre em um contexto de crescimento e de tendência de envelhecimento populacional. Atualmente, o município conta com 54 UBSs, sendo 42 na área urbana e 12 na Zona Rural. A implantação da UBS no Jardim Maracanã, com investimento próximo de R$5 milhões, deve contribuir para a redistribuição da demanda na região Oeste, hoje concentradas na UBS Panissa, ampliando a cobertura assistencial e permitindo a criação de novas equipes multiprofissionais. Já a unidade do Jardim Acquaville, com R$5,1 milhões de investimentos previstos, reforça a estratégia de descentralização do atendimento e da ampliação do acesso em áreas de crescimento urbano.
A secretária Vivan Feijó celebrou a conclusão da licitação com o novo modelo integrado de contratação: “Superamos as etapas necessárias para garantir maior celeridade ao início das obras. A homologação dessas duas unidades representa mais um passo concreto no compromisso da gestão com a expansão e qualificação da rede de saúde, assegurando melhores condições de cuidado e maior proximidade dos serviços com a população”, avaliou.
Prazo de construção
O cronograma das obras está estruturado em duas fases, com prazo total estimado em 18 meses. Nos primeiros seis meses após a assinatura dos contratos, deverão ser elaborados os projetos básicos, obtidas as aprovações legais e definidos os detalhamentos orçamentários e de planejamento das obras. Na sequência, após a validação desta primeira etapa, é previsto o início da fase executiva, com duração de 12 meses, que inclui o desenvolvimento dos projetos executivos e a construção das unidades.
Redação Tem Londrina com NCom/SMS