Pais, alunos e professores do Hugo Simas fazem ato em defesa da escola

Foto: Wesley Queiroz

O Colégio Estadual Hugo Simas, palco de uma polêmica na semana passada, após um vídeo gravado e divulgado nas redes sociais com críticas à peça do FILO (Festival Internacional de Londrina) apresentada na escola, recebeu uma manifestação de apoio, por parte de pais, alunos e professores, nesta terça-feira (12). Centenas de pessoas participaram da movimentação que pedia respeito aos funcionários, professores e alunos do colégio.

O ato também questionava as intenções de uma mulher, mãe de aluna, que havia realizado a gravação. Para alguns dos presentes, a autora das filmagens teria agido de forma premeditada e irresponsável:

“Ela poderia ter ido até a escola, para saber o que realmente aconteceu. Acho que ela quis se aparecer”, disse uma participante do movimento.

Alcides Castro, de 41 anos, pai de um aluno do colégio, acha que a mãe usou o fato para “fazer política”. Ele conta que acompanha a educação do filho e nunca teve problemas com a escola ou com qualquer conteúdo apresentado no espaço escolar.

Foto: Reprodução/Marcos Zanutto

“Pra mim, ela fez uso político da situação. Eu acompanho meu filho na escola, nunca tivemos problemas aqui”

Pai de aluno

A manifestação também reuniu professores, tanto da escola, como de outros locais da cidade, além de ex-alunos que se demonstraram indignados com o caso. “Eu achei uma vergonha o que essa mulher fez, tudo que sou hoje é graças aos bons estudos que tive aqui. Ela desmoralizou uma instituição honrada de Londrina”, contou a advogada Alice Rosa, ex-aluna.

Colégio mais antigo de Londrina foi alvo de polêmica – Foto: Reprodução

Em defesa da cultura

O ato contou com a participação de artistas e produtores culturais da cidade. Uma vez que a polêmica surgiu após uma apresentação cultural do FILO, que foi realizada na escola, por falta de local apropriado.

“Não podemos ficar quietos contra isso. A cultura é o lugar onde devemos debater, dialogar, propor ideias novas e diferentes. Ninguém precisa concordar, mas é necessário respeitar. Avalio que além de um ataque à escola, isso foi uma agressão à cultura local”, comentou um dos participantes que não quis se identificar.

Ameaças contra funcionários

Pessoas ouvidas pela reportagem denunciaram que a escola está vivendo sob ataques e ameaças. Segundo uma funcionária, que não quis se identificar, os professores chegaram a receber ameaça de morte após o episódio.

Ela ainda conta que o colégio tem recebido várias ligações de pessoas que não possuem filhos matriculados proferindo palavrões e xingamentos contra os funcionários e os professores.

Veja o comentário de uma aluna sobre o caso:

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Redação Tem


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