Lucimara Diniz é novamente vítima de fake news em Londrina

Notícia falsa que circula na web diz que Lucimara teria morrido

Foto: André Duarte/TEM

As fake news se proliferaram no país e já causaram transtornos para muitas pessoas. Este é o caso da Lucimara Diniz, figura icônica da cidade de Londrina, ela passa o dia no Calçadão, em frente do Banco do Brasil, recebendo doações de pessoas que passam pelo local. Ela se tornou vítima de boatos e desinformação novamente nesta quarta-feira (09).

Dessa vez, um texto que circula pela internet afirma que Lucimara teria morrido, o que é mentira. Segundo ela mesma, mais uma vez se tornou vítima das notícias falsas na internet: “Eu estou viva aqui, não morri não”, diz Lucimara à reportagem do TEM.

Ela teve poliomelite quando nasceu e está há 20 anos no espaço recebendo doações. Lucimara mora com a mãe, que também é doente, e é ela quem cuida de tudo. “Toda ajuda que recebo aqui é para pagar os remédios que minha mãe precisa. Eles são caros”, explica.

Pela segunda vez

Em 2017, Lucimara já havia sido vítima de outra notícia falsa. À época, ela foi confundida com outra mulher, que aparecia em uma foto junto com um rapaz mais jovem, em uma praia. Páginas do Facebook e grupos de WhatsApp publicaram a fake news dizendo que a moça da foto seria Lucimara, supondo que ela utilizava o dinheiro recebido no Calçadão para viajar.

Relembre o caso:

Na época, o Tem Londrina foi o primeiro veículo a desmascarar a farsa e descobrir que não se tratava de Lucimara na imagem. O vídeo denunciando a notícia falsa, produzido pelo TEM, viralizou na internet e muitas pessoas se sensibilizaram com a história.

Alguns internautas se mobilizaram e fizeram uma vaquinha virtual para ajudar Lucimara.

Compartilhar notícia falsa é crime

É necessário ter cuidado ao fazer qualquer compartilhamento em rede social virtual, pois muitas vezes, você pode estar ajudando a difundir mentiras pelas redes sociais, mesmo sem saber.

É sempre bom ter isto em mente: a produção e o compartilhamento de notícias falsas e boatos são crimes no Brasil (segundo o Art. 138 do Códio Penal) e as penas podem chegar a quase 3 anos.

4 dicas para não compartilhar fake news

No mesmo caminho, outros órgãos públicos como o Senado Federal e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgaram notas e dicas em suas mídias sobre como prevenir o compartilhamento de fake news. Essas recomendações valem tanto para nós advogados, quanto para orientarmos nossos clientes. Confira:

1. Cheque as fontes

Fique atento à fonte da notícia, de onde ela foi extraída, se ela é confiável ou quem a está divulgando.

2. Leia a notícia completa

Leia integralmente o texto divulgado e não somente ao título da matéria, pois isso pode a induzir um erro sobre o teor do conteúdo.

3. Confira a data da notícia

Muitas vezes, a análise da data em que a notícia foi escrita é essencial, pois ainda fosse que autêntica naquela época, a matéria pode já ter perdido sua contextualização, facilitando conclusões erradas sobre o caso.

4. Desconfie de matérias sensacionalistas

Veículos de comunicação com baixa credibilidade tendem a publicar notícias que despertam a curiosidade do leitor por meio do sensacionalismo. Portanto, a dica é evitar este tipo de conteúdo.

Se mesmo depois destas dicas, restarem dúvidas sobre o conteúdo e a divulgação de uma notícia, o melhor é não compartilhar. Assim, evita-se o repasse de informações não confiáveis e garante-se segurança legal caso a notícia seja falsa.

Redação Tem


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